Gerente diz que funcionária 'levava ratos escondidos no cabelo' e supermercado é condenado em MG

  • 19/05/2026
(Foto: Reprodução)
Fórum de Araguari João Ricardo/TV Integração Um supermercado de Araguari, no Triângulo Mineiro, foi condenado a indenizar em R$ 5 mil uma funcionária que foi alvo de uma fala de cunho preconceituoso e racista feita por uma gerente. Em um dos episódios, a trabalhadora teria sido acusada de levar ratos escondidos no cabelo para o estabelecimento. Os julgadores da Nona Turma do Tribunal Regional do Trabalho de Minas Gerais (TRT-MG) decidiram manter a condenação em segunda instância, confirmando a sentença da 2ª Vara do Trabalho de Araguari. De acordo com o processo, a funcionária também denunciou situações de humilhação, tratamento agressivo e suposto assédio moral praticados pela gerente. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Triângulo no WhatsApp Vídeos em alta no g1 Supermercado não tomou providências De acordo com o TRT-MG, a fala que sugeria que a trabalhadora carregava ratos no cabelo foi dita diante de outros funcionários. Em depoimento, a vítima afirmou ter ficado muito abalada com a situação e relatado o caso à empresa. Segundo a decisão, não houve comprovação de que o supermercado tenha adotado qualquer providência após o episódio. Para a desembargadora Maria Stela Álvares da Silva Campos, a conduta da gerente violou a dignidade da trabalhadora. “Tal quadro fático, por si só, é suficiente para chancelar a condenação imposta na sentença, visto que a lesão à honra e à imagem da trabalhadora, decorrente da exposição a um ambiente aviltante e preconceituoso, configura o dano moral passível de reparação pecuniária”, destacou. Tribunal descartou assédio moral Apesar de o tribunal ter mantido a indenização por danos morais, os desembargadores entenderam que a gerente gritava e era grosseira com todos os funcionários, e não especificamente com a trabalhadora. Dessa forma, o colegiado afastou a caracterização de assédio moral e manteve apenas a indenização por danos morais. Os magistrados consideraram que a fala teve cunho preconceituoso e racista, ocorreu na frente de outros empregados, expôs a funcionária à humilhação pública e que a empresa não demonstrou ter tomado providências após a denúncia. LEIA TAMBÉM: Homem alega ter registrado criança sob pressão familiar, pede anulação da paternidade, mas Justiça nega em MG Família de servidor que morreu ao inalar poeira contaminada será indenizada em R$ 200 mil Justiça nega indenização a paciente que teve dente removido por engano Cemig terá de pagar meio milhão a pais que perderam filhos em incêndio Ao manter a indenização em R$ 5 mil, a desembargadora levou em conta fatores como a gravidade da ofensa, a extensão e a duração do dano — classificado como um episódio isolado —, a condição financeira das partes e o porte econômico da empresa. Para o colegiado, o valor foi considerado razoável e proporcional, atendendo tanto ao caráter compensatório da indenização quanto ao objetivo pedagógico da condenação. Com isso, os desembargadores negaram os recursos apresentados pela empresa e pela trabalhadora, mantendo a decisão de primeira instância. ASSISTA: MPF aciona Justiça para reparos emergenciais na ponte entre Sacramento e Rifaina MPF aciona Justiça para reparos emergenciais na ponte entre Sacramento e Rifaina VÍDEOS: veja tudo sobre o Triângulo, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas

FONTE: https://g1.globo.com/mg/triangulo-mineiro/noticia/2026/05/19/gerente-diz-que-funcionaria-levava-ratos-escondidos-no-cabelo-e-supermercado-e-condenado-em-mg.ghtml


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