Delegada diz que investigação analisa possível excesso de peso em avião que caiu em BH
05/05/2026
(Foto: Reprodução) Globocop mostra momento em que avião bate em prédio de BH
O excesso de peso é uma das hipóteses consideradas na investigação da queda do avião monomotor que bateu em um prédio no bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, segundo a delegada Andrea Pochmann, da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
"Uma das linhas de abordagem de verificação do Cenipa é a questão provável do peso, de excesso de peso, e é isso que eles estão verificando. Por isso que a Polícia Civil concedeu a balança para o Cenipa efetuar a pesagem das malas, dos pertences das vítimas", afirmou a delegada.
De acordo com ela, a PCMG também solicitou ao Instituto Médico Legal (IML) o peso dos corpos das vítimas e vai verificar, ainda, o peso dos feridos.
A aeronave envolvida no acidente é do modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva em 1979. Ela tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto, seis assentos no total e peso máximo de decolagem de 1.633 quilos.
O avião decolou às 12h16 do Aeroporto da Pampulha com destino ao aeroporto Campo de Marte, em São Paulo, com cinco ocupantes.
Após a decolagem, o piloto declarou emergência à torre de controle devido a dificuldades em manter a subida. O monomotor caiu e atingiu um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima.
Duas pessoas morreram na hora: o piloto, Wellington de Oliveira Pereira, de 34 anos, e Fernando Souto Moreira, de 36 anos, que estava no banco do copiloto. O empresário Leonardo Berganholi, de 50 anos, morreu na noite desta segunda-feira, no Hospital João XXIII.
Os outros dois passageiros seguem internados: Arthur Schaper Berganholi, filho de Leonardo, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida, de 53 anos.
Avião monomotor PT-EYT, que caiu e atingiu um prédio residencial em BH, é um modelo EMB-721C, fabricado pela Neiva em 1979
Lucas Natan
INFOGRÁFICO - Avião cai e bate em prédio em Belo Horizonte
arte/g1
Vídeos mais vistos no g1 Minas: